O primeiro capítulo deste livro é dedicado ao encontro de Freud com Charcot em Paris. Afinal, foi Charcot que despertou o interesse de Freud pela histeria e o hipnotismo. Em Paris, Freud havia deixado de lado o microscópio e se interessado pelas pesquisas que Charcot vinha realizando sobre a grande névrose. Freud parecia entrever que trilhando o caminho aberto por Charcot poderia desbravar um campo ainda pouco explorado pela ciência.
No segundo capítulo, revisitamos os primeiros escritos de Freud sobre a histeria: três textos que ele escreveu entre os anos de 1886 e 1888. Nesses escritos, Freud ainda se mantém fiel a Charcot. Ele próprio se considerava então um discípulo do mestre francês. Mas pode-se dizer que Freud ainda está conhecendo o terreno. Um dos pontos que merece destaque nos seus primeiros escritos sobre a histeria é o seu empenho em mostrar que a sintomatologia dessa neurose está longe de ser anárquica. Ele deixa isso muito claro, sobretudo em sua contribuição para o Han