Hume, a justiça e o pensamento político moderno, de Maria Isabel Limongi Estamos acostumados por uma longa tradição da história da filosofia a considerar Hume como a expressão mais alta do chamado “ceticismo inglês” e cujo mérito maior teria sido ode ter despertado Kant do “sono dogmático”. Maria Isabel Limongi nos traz um outro Hume, um desconhecido entre nós: não apenas o pensador do Tratado sobre a natureza humana e da Investigação sobre os princípios da moral, nem simplesmente o grande historiador da instituição do Estado Inglês, mas a articulação dos fios de suas obras numa tecelagem única, fazendo-nos ver o filósofo que inaugura a compreensão do conceito de justiça não mais em termos morais e econômicos, mas como processo histórico, instituição social e política. Clareza, rigor e elegância da escrita, conhecimento profundo da obra de Hume e de seus contemporâneos, Maria Isabel Limongi toma posição tanto com relação aos demais filósofos anteriores e posteriores a Hume quanto com