Primeiro volume da coleção Antropologias Feministas Contemporâneas, este livro se constrói em torno de três figuras presentes no discurso popular, a saber, as “novinhas”, as “mães nervosas” e as “mães abandonantes”. Estas figuras convocam zonas de ambivalência e articulam campos de desejos e sentimentos muitas vezes considerados em oposição, como amor e horror, desejo e interdito, apego e abandono. Ao longo do texto, é explorado de que forma estas figuras inspiram admiração e repúdio, ao aglutinar performances femininas paradoxais, provocadoras e desviantes. A etnografia trazida nesta obra foi realizada nos morros da Mineira e do São Carlos e discute a existência de dois espaços relacionais voltados aos cuidados de crianças, as casas que “tomam conta” de crianças na favela e as creches públicas. Nas casas, o trabalho de “tomar conta” realizado por mulheres é destacado, procurando-se refletir sobre um trabalho fundamental ali exercido para a criação de gerações de pessoas. Nas creches,