“Foi Vossa Majestade servido, por resolução sua de 7 de maio de 1733 [...] conceder ao guarda-mor geral destas Minas, pudesse nomear guardas substitutos e escrivães que sirvam com eles; o que o dito guarda-mor observou não só nomeando, e pessoas muitas vezes indignas de servirem as tais ocupações por atender nas ditas nomeações mais ao que cada um dos pretendentes dá de luvas, e donativo; do que a sua capacidade...” O discurso acima do Ouvidor Geral da Comarca do Rio das Mortes, parte da então capitania das Minas Gerais, foi feito há quase 300 anos; e ainda assim existe um quê de atualidade nessas palavras que chega a ser inquietante. Até a referência a um assim chamado “donativo” traz consigo uma suavização característica de uma prática que acompanha a administração dita pública desde que o mundo é mundo: a boa e velha compra de cargos. Num momento em que casos de corrupção tomam as manchetes nacionais dia sim, dia também, entender um pouco sobre o passado de práticas como essa no Bra