As simulações do sentir parecem estar rondando a contemporaneidade e nos impele a diferentes emergências emocionais, dentre elas, a experiência do amor como solução para as nossas angústias frente às contradições e tensões do mundo público. Ao longo da modernidade, fomos sendo convencidos/as de que a vida íntima é o único projeto satisfatório e que a esfera pública é caótica e está permeada por severas ameaças ao Eu. Foi a partir dessas reflexões que o projeto de pesquisa “Amor, gênero e subjetividade de consumo: desafios teóricos para uma vida sem violência” foi gestado e o tema dos afetos articulado com o problema da violência contra mulheres, que marca as relações de poder na perspectiva de gênero e é marcada pelas idealizações do amor herdadas da modernidade. A vida afetiva está atravessada por condições econômicas, políticas e subjetivas, e buscamos, neste livro, reunir as reflexões teóricas tecidas no processo investigativo que buscou explicitar a relação entre as exigências norm