A pesquisa da antropóloga Abda Medeiros compara as cenas do rock metal de Fortaleza e do Rio de Janeiro para entender como se articulam o metal da grande indústria musical internacional e o metal underground local, através da circulação de pessoas e de bens materiais e imateriais próprios a esse estilo musical, que constituem um mercado singular, conectado, mas não de forma acrítica, ao capitalismo mundial, esclarecendo o aspecto cultural, antes que econômico e do consumo. Através de primorosa etnografia nesses grandes centros e em algumas de suas periferias, concilia a dupla démarche antropológica que envolve o estranhamento do familiar e a aproximação do diferente, o que possibilita o mapeamento prévio do campo mantendo ao mesmo tempo o distanciamento antropológico; e, paralelamente, ao fazer uma investigação extremamente original no Rio de Janeiro, o que permite um balizamento outro da cena com relação aos pesquisados em Fortaleza. Os estudos acadêmicos sobre a cultura da música roc