‘‘ A inexplicável beleza do riso de Silvana, as fugas compulsivas de Amália, a singular solidão de Pedro e de João, acontecimentos de uma clínica psicoterapêutica que nos apontam novos caminhos do agir e do viver. Bruno tece emoções através das zonas de indeterminação abertas por entre as histórias, por entre os percursos de escrita que confrontam elementos singulares da vida de personagens literários e de acontecimentos clínicos. Procedimento cartográfico que visa tocar o inapreensível da experiência vivida nos consultórios, nas ruas, nos postos de saúde e na intensidade dos encontros mutativos que vivenciamos com determinadas leituras. Como, no entanto, tocar no indizível da ação terapêutica que espreita, visita e transforma os corpos e as mentes dos navegadores – sem garantias – do mar da existência? Bruno nos apresenta, com maestria, o caminho da invenção. Só é possível transmitir o inapreensível criando na relação com o leitor um espaço que Winnicott chamaria de transicional e De