Divina Humanidade
traz uma cuidadosa e original abordagem acerca dos estudos sobre o livre-arbítrio desenvolvidos pelos filósofos jesuítas Pedro da Fonseca e Luís de Molina, ao longo do século XVI, no bojo do ideário político-filosófico conhecido como Escolástica Ibérica. Ao final do medievo já fizera o ser humano como se fosse ele mesmo um Deus criador. As descobertas e os experimentos científicos até então sem igual, a transposição de mares tenebrosos e o encontro de novos mundos traziam uma sensação de divindade e empoderamento. Tremiam estruturas e bases por tanto tempo tão solidamente assentadas e responsáveis por um padrão sociopolítico que vigorara relativamente estável por oito séculos. Cada vez mais se mostrava relevante, dado o desenvolvimento das artes humanas, a compatibilização do ideário moral e religioso dominante com a vida que passava a existir de maneira vigorosa nas ruas e nas cidades. Fora dos claustros, o cotidiano das pessoas, muito mais prático,