Eu não sou um cirurgião. Sou somente um oncologista clínico. Mas ninguém é perfeito. Alguém pode perguntar: por que um oncologista clínico escreve um prefácio em um livro de mastologia? A resposta é simples. Porque sou um perfeccionista e detesto cirurgias malfeitas.
Com aproximadamente 40 anos de oncologia clínica, eu aprendi, precocemente, que os cirurgiões de mama não são iguais e que isto é mais importante do que pode superficialmente aparentar. Claramente, alguns mastologistas se preocupam somente com a qualidade da cirurgia oncológica e não se importam com a estética. Alguns, felizmente, se preocupam com ambos os aspectos. Embora a combinação harmônica entre técnica cirúrgica e estética valha para todas as cirurgias realizadas na medicina, na mastologia a relevância é maior. É simples: uma cirurgia esteticamente ruim resulta frequentemente em depressão e forte erosão da autoestima, o que, em última instância, resulta em impacto profundamente adverso na qualidade de vida das pacie