Quando escreveu uma série de artigos no início da década de 1980, David Sackett talvez não tivesse ideia de que estaria mudando a história da Medicina. Em sua essência, eram conceitos bastante simples. Para a tomada de decisões sobre o cuidado de pacientes individuais, não basta advogar determinado tratamento fundamentado na palavra de um especialista ou na descrição de uma série de casos; é necessário obedecer às melhores evidências disponíveis. E as melhores evidências são aquelas propiciadas por pesquisas clínicas de alta qualidade.
Entraram, então, para o léxico diário do médico, conceitos como randomização e duplo cegamento. Ao procurar tratamento para seu paciente, o médico passou a buscar o conhecimento em artigos que apresentassem um grupo controle adequado e
onde as análises estatísticas tivessem sido executadas com instrumentos pertinentes.
A partir daí, surgiu, um mecanismo de retroalimentação, com a demanda incentivando publicações com metodologia cuidadosa e uma preocupaçã