A mobilização cada vez intensa das minorias sexuais em defesa de sua dignidade não tem sido respaldada pelos sistemas de ensino tradicionais. O pânico moral em torno dos temas caros à comunidade LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, queer, intersex, assexuais e outras pessoas ligadas a esse movimento social) dificulta que a escola atenda às funções legalmente previstas de promover a igualdade de oportunidades, o respeito à liberdade e o apreço à tolerância. Professoras(es) que se voltam contra a discriminação na escola no tocante à diversidade sexual sujeitam-se a graves constrangimentos, como a exposição indevida nas redes sociais, que inclusive tem sido incentivada por parlamentares associados a denominações evangélicas. Isso contribui para a persistência de modelos pedagógicos arcaicos acerca das questões de gênero e sexualidade, especialmente o biológico e o moral/religioso. Para mensurar o quanto esses modelos penetram nas práticas escolares, foi feita uma