O grande avanço de políticas públicas no Brasil, como o Programa Universidade para Todos PROUNI, resultou na inserção de milhares de jovens negros em universidades por todo o território nacional. Por outro lado, o rebaixamento da nota do Brasil pela Organização das Nações Unidas ONU, em 2014, afirmando que o país é racista e discriminador de forma institucionalizada e estrutural, revela os resistentes contrastes da sociedade brasileira e demonstra a necessidade de estudos para entendermos como se processa a identidade do jovem negro universitário no Brasil. Diante da relevância de estudar este fenômeno, pontua-se a história da escravidão no país e a luta deste grupo étnico para ser reconhecido como humano nessa sociedade. Ao falarmos de humanidade, partimos do exame dos ideais iluministas, que tratam o homem eurocêntrico como detentor da razão e, desta forma, racional em suas atitudes. Tal modelo contrasta com os negros, como detentores somente da emoção, portanto, seres que requer