Aristóteles diz que o fim que todos desejamos é a felicidade; mas como alcançá-la? Para o filósofo ninguém é involuntariamente feliz, mas a infelicidade pode ser voluntária. O homem para ser feliz necessita de bens exteriores, sem o qual não poderá praticar ações nobres. Diz que ser bom não basta para ser feliz, mas são necessários bens exteriores, pelo menos o básico, e uma vida sem infortúnios. Para Aristóteles, existem coisas que o homem teme naturalmente, como a morte, a doença, a pobreza e a falta de amigos, mas diz que não devemos temer as coisas que não precedem do vício. É preciso valorizar a coragem e a importância de se enfrentar o que precisa ser enfrentado, a Aristóteles condena o suicídio para se fugir às coisas dolorosas como um ato de um covrade e uma ofensa à cidade. Há um capítulo que fala sobre a amizade, pois nenhum ser humano escolheria viver sem amigos, sendo necessário ter amigos para se fazer o bem e para se ter ajuda nos momentos difíceis. Com um amigo, a capacidade de agir e de pensar são reforçados. Aristóteles pergunta se o homem feliz precisa ou não de amigos. ele responde que sim, porque necessitamos de amigos a quem faremos o bem e que o homem é um ser político, e está em sua natureza viver em sociedade. Por último temos a natureza da felicidade. Como o homem pode ser feliz nessa vida? Se para o cristão a felicidade está em ter e conhecer a Deus, para Aristóteles a felicidade está na sabedoria filosófica e na contemplação da verdade, porque a felicidade chega somente onde há contemplação. Para Aristóteles, o filósofo é o mais feliz dos homens. Uma obra mais profunda do que essa de Aristótles é a Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino, especialmente o livro IV que trata dos hábitos e virtudes.