O livro Palimpsesto: o corpo que se reescreve convida o leitor a repensar a própria ideia de permanência. A obra apresenta a Teoria das Cópias, uma explicação clara e inovadora sobre como o corpo humano preserva sua identidade em meio à renovação constante de suas células e tecidos. Todos os dias, milhões de células morrem e são substituídas por novas. O organismo se reconstrói, mantendo a mesma forma geral, mas nunca sendo exatamente o mesmo. Cada célula-filha herda, com alta fidelidade, as instruções da célula-mãe, garantindo a continuidade das funções vitais e da coerência biológica que definem quem somos.
Pequenos erros, no entanto, inevitavelmente surgem nesse processo. E é justamente por meio deles que a vida evolui: mutações escapam ao controle dos mecanismos de reparo, permitindo adaptação e diversidade. Surge, então, o aparente paradoxo da cópia: o ser humano nunca é idêntico de um dia para o outro, mas também não se torna radicalmente distinto. Algumas estruturas, porém, resi