Eis uma transcrição inédita, completa e generosa de loas, toadas e figuras da brincadeira tradicional do Cavalo-Marinho. A celebração é um manifesto cênico-musical de terreiro brincado na região da Zona da Mata Norte de Pernambuco e na Paraíba, onde predomina a cultura açucareira. Através da dança, da música e da teatralidade, a brincadeira se revela como território potente de subversões simbólicas, em que a cultura emerge como ato de resistência. Foram mais de 24 anos de intercâmbio, afetividade e mergulho no universo da brincadeira, ao longo dos quais Alício Amaral e Juliana Pardo registraram o que viram e viveram junto aos grupos dos Mestres Inácio Lucindo, Biu Alexandre, Antônio Teles, Mariano Teles, Grimário, Biu Roque, Luiz Paixão, Araújo, Duda Bilau e Nice Teles. Ao longo desse percurso, facultaram a outros pesquisadores conjuntos importantes de sua pesquisa. Agora, finalmente, oferecem-nos essa visão crítica e rica. As análises densas, a revisão de hipóteses e o esclarecimento