Um lugar-comum equivocado associa comportamentos iconoclastas a movimentos de resistência ao poder. Contudo, a iconoclastia, ou seja, a proibição de imagens sagradas, foi uma tentativa do poder, na figura do imperador bizantino, de encontrar uma legitimidade diretamente divina. Segundo Antonio Negri e Michael Hardt, todos os ícones deviam ser destruídos para que o súdito imperial não fosse capaz de encontrar, nem mesmo nos ícones das igrejas, alguma maneira de participar do sagrado e de imitar o divino.