Na atual quadra histórica, onde imperam um marcante individualismo, uma brutal desigualdade social, as mais diversas formas de corrupação e até o crescimento de uma belicosa intolerância, o debate sobre como salvaguardar os valores de liberdade, eqüidade, pluralismo, democratização das relações de poder e defesa dos direitos humanos ganha importância capital. Baseando seus argumentos no aporte teórico de Marx (do qual sobressaem aqui categorias seminais como trabalho e alienação) e na reflexão imprescindível de Georg Lukács e alguns de seus discípulos, a autora explicita as bases ontológico-sociais da Ética e analisa a trajetória do Serviço Social nesta esfera, evidenciando as diferenças significativas entre o ethos tradicional e o ethos de ruptura presentes em seu evolver histórico.