Exclusão social é termo duplamente nocivo. O cidadão - seja ele jovem ou adulto - excluído da sociedade já está à margem, sem direitos ou voz para exigi-los. É alguém desconsiderado quando da tomada de decisões, um mero fiturante no palco da sociedade. Contudo, apesar dos inúmeros percalços, há possibilidades de inserção e recomeço.\r\n No entanto, quando se é um excluído digital, poucas são as portas que permanecem abertas. Um excluído digital é anacrônico, um profissional engessado em épocas passadas. Numa era em que o futuro das mídias impressas e do livro como objetos físicos é colocado em debate, assim como a sobrevivência da indústria fonográfica ou mesmo o deslocamento de colaboradores para um empresa física, desconhecer as vidas digitais é colocar-se ao largo da história.